terça-feira, 11 de março de 2008

Blogs de política - jornalístico no novo espaço público


Os blogs são a personificação da democracia na internet. Seu surgimento facilitou e ampliou o acesso a produção de conteúdos para a rede de informações. Eles apresentam-se como espaços de livre debate e já conseguem repercutir seus conteúdos para além do mundo virtual. Exemplo disso são os blogs de política acompanhados com fervor por jornalistas, políticos, marketeiros e sociedade.

A internet tem mudado a forma como as pessoas se relacionam com a informação. Surgiu com ela uma nova esfera pública fragmentada e por vezes excludente, mas, também, potencialmente interativa e democrática. O ambiente criado da Rede possibilitou o surgimento de novos espaços de discussão. É curioso observar como certos blogs jornalísticos podem exercer uma influência no agendamento da mídia hegemônica. Mesmo, indiretamente, eles personificam à resistência dos setores contra-hegemônicos da comunicação.

Os blogs de política, geralmente, trazem informações sobre os bastidores do poder e análises dos assuntos agendados pela grande mídia. Atuam como fiscalizador sobre as gestões dos governos denunciando os abusos do executivo, legislativo e judiciário. Os mais acessados são feitos por jornalistas que já possuem credibilidade na sociedade. Lá, esses profissionais encontram espaço para abordar os conteúdos que as empresas de comunicação vêem com cautela. O jornalista Eliomar de Lima, do jornal O Povo, no Ceará, é um dos que ilustram esse cenário. Ele possue um blog, não vinculado a sua empresa, no qual escreve diariamente.

Talvez o papel dessa ferramenta na nova esfera pública seja mostrar que a sociedade não está tão alienada como se pensa, pois, muitos participam do debate por meio dos blogs. Daí a conclusão que os blogs podem configurar a reconstrução de um espaço crítico no interior do campo político do jornalismo on line.

Leia blogs de política

5 comentários:

Anônimo disse...

É interessante notar como se aponta para os blogs como uma forma de tonar "as massas incultas e amorfas" em indivíduos, por assim dizer, críticos.
Não podemos negar, é claro, a enorme capacidade que este novo meio trouxe, seu formatyo, sua linguagem são, sem dúvidas - e por si so - revolucionárias.
Mas, também não podemos fechar os olhos para uma outra realidade ainda mais gritante: quantas pessoas têm acesso a rede mundial de computadores?
Ou ainda, quais dessas que têm acesso conseguem filtrar o grade fluxo de informação que é ofertado e chegar até esses oásis do saber?
Poucos, bem poucos. E são, em sua maioria, os poucos que já possuem - desde o berço - acesso a cultura,educação, lazer ...

Eduardo Freire disse...

Comentando o comentário.
Tudo bem, nem todo mundo (ou bem pouca gente) tem acesso à internet. Mas quantos têm acesso a jornais? a livros e revistas? a jornais de outros países? a vídeos educativos (ou não)... será que o volume de informação dado hoje pela internet não nosleva a concluir que ela é muito mais democratizada do que estas outras mídias acima citadas?

Caio Castelo disse...

Por outro lado, os próprios mecanismos que operam o funcionamento da internet e suas ferramentas tendem a se popularizar cada vez mais.

Se hoje em dia há pouca gente que usa a internet, há cinco anos atrás, havia menos muito menos ainda. Ou seja, o percentual tende a aumentar a passos cada vez mais largos considerando a evolução do meio até hoje.

O que diferencia os blogs é que eles estão inseridos num contexto midiático mais dinâmico e que se expande mais que as outras mídias. E há uma perspectiva concreta disso.

Agreste em Flores disse...

Interessante a leitura que você faz dos blogs de política. Gostaria de ressaltar a relação do Blog de Política do O Povo com o jornal. O blog noticia os principais acontecimentos do cenário político (muitas vezes em primeira mão), enquanto o jornal,no caderno de política, aprofunda e dá os desdobramentos do assunto. Da mesma forma, o jornal convida o leitor a visitar o blog. Portanto percebemos uma comunicação entre a mídia eletrônica e a impressa, estabelecendo sempre uma relação de complementariedade.

Armando Nóbrega disse...

Achei o texto interessante e bem escrito. Gostei muito da leitura e ainda há links, caso o leitor se interesse mais pelo assunto. Visualmente achei agradável. Enfim! Gostei muito de tudo, inclusive do conteúdo.